A urgência de combater a desinformação digital no Brasil
Desde a antiguidade, a informação sempre foi um instrumento de poder nas mãos de quem a controla. No Brasil, com a popularização das redes sociais, esse cenário se agravou e hoje milhões de brasileiros consomem notícias falsas todos os dias. Diante disso, é fundamental analisar as causas do problema, que estão ligadas à falta de educação midiática e a irresponsabilidade das plataformas digitais.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a escola brasileira ainda não prepara o estudante para lidar com o ambiente digital. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, vivemos na modernidade líquida, onde tudo é passageiro. Dessa forma, os jovens acabam acreditando em qualquer conteúdo que aparece no celular deles, sem checar a veracidade.
Além disso, as próprias plataformas lucram com o engajamento gerado pelas publicações mentirosas, pois quanto mais polêmico o conteúdo, mais ele circula e mais lucro ele gera. Um levantamento recente mostrou que os boatos se espalham muito mais rápido do que as notícias verdadeiras. Portanto elas não tem interesse em resolver o problema sozinhas.
Portanto, medidas urgentes devem ser tomadas. O Ministério da Educação deve inserir a educação midiática no currículo do ensino médio, por meio de oficinas de checagem de fatos realizadas em parceria com agências de jornalismo, a fim de formar leitores mais críticos. Além disso, o governo deve fiscalizar as redes sociais para que elas parem com isso.
